Quando a impressão sai mais escura do que no ecrã

Ilustração de uma paisagem

Quem já mandou imprimir fotografias conhece a desilusão: no ecrã do telemóvel, a imagem estava luminosa e cheia de vida, mas no papel ficou mais escura, mais pesada e menos viva. Não é um defeito da impressão, nem da fotografia. É apenas a diferença entre duas formas de ver. O ecrã produz luz, enquanto o papel apenas reflete a luz que recebe, e isso muda muito o aspeto de uma imagem.

Compreender a diferença

Um ecrã brilhante deixa passar luz diretamente para os teus olhos, e por isso os brancos parecem muito claros e as cores muito intensas. No papel, o branco é apenas a cor do próprio papel, e as sombras ficam mais fechadas. Se costumas editar com o brilho do ecrã no máximo, a diferença será ainda maior. Por isso, é bom habituares-te a editar com o brilho num nível médio, como referência.

Antes de imprimir, aumenta ligeiramente a luminosidade da imagem. Não muito, apenas o suficiente para compensar a diferença. Abre também um pouco as sombras, para que os pormenores escuros não desapareçam. Faz estas alterações numa cópia da fotografia, e guarda o original tal como está. Assim tens uma versão para o ecrã e outra para o papel, cada uma pensada para o seu destino.

Faz sempre uma prova pequena. Imprime a imagem num tamanho reduzido e vê-a à luz do dia, junto a uma janela. É a melhor forma de perceber se as cores e o brilho estão certos. Compara com o ecrã e decide se precisas de corrigir mais. Se a prova sair bem, imprime o tamanho final com confiança. Este pequeno cuidado poupa papel, dinheiro e desilusões.

Lembra-te também de que o papel influencia o resultado. O papel brilhante dá cores mais vivas e contrastes mais fortes, enquanto o mate é mais suave e discreto. Escolhe conforme o motivo e o local onde vais guardar ou pendurar a imagem. E se for uma fotografia com pessoas, pergunta-lhes antes de a oferecer ou expor. Uma bela impressão é uma alegria duradoura, e vale bem o tempo que gastaste a prepará-la.