Muita gente gosta de identificar as suas fotografias com o próprio nome, seja por orgulho, seja para que os outros saibam quem as tirou. Não há nada de errado nisso, desde que seja feito com bom gosto. Uma assinatura discreta pode ser um pormenor elegante, como a assinatura de um pintor no canto de um quadro. Uma assinatura enorme, por outro lado, tira o prazer de ver a imagem.
Pequena, simples e no sítio certo
O tamanho é o mais importante. O nome deve ser pequeno, o suficiente para ser lido de perto, mas sem chamar a atenção à primeira vista. Escolhe uma letra simples e clara, sem enfeites. As iniciais ou apenas o apelido chegam. Coloca a assinatura num canto, de preferência numa zona tranquila da fotografia, como o céu, a areia ou uma parede lisa, onde não cubra nada importante.
A cor conta. Uma assinatura branca funciona bem sobre zonas escuras, e uma escura sobre zonas claras. Evita cores vivas, que distraem. Podes também reduzir um pouco a intensidade, para que o nome fique quase transparente. Deve ler-se sem esforço, mas sem saltar aos olhos. Experimenta ver a imagem num ecrã pequeno, para confirmar que a assinatura continua legível, mas discreta.
Sê coerente. Usa sempre a mesma letra, o mesmo tamanho e o mesmo canto, para que as tuas fotografias tenham uma identidade. Mas não sintas obrigação de assinar todas: guarda a assinatura para as imagens de que mais gostas ou que vais partilhar publicamente. Nas fotografias que ficam em casa ou que envias à família, muitas vezes não é necessária. Uma imagem sem assinatura pode ser igualmente bonita.
Há outras formas de identificar o teu trabalho. Podes escrever o teu nome e a data no nome do ficheiro, ou no verso das impressões, com lápis macio. Em álbuns de papel, uma pequena nota na primeira página diz tudo. E lembra-te de que o mais importante não é o nome no canto, mas o prazer de ter feito a fotografia e de a partilhar com quem gostas, sem pressa e sem vaidade.